CABE ALI
Saindo do casulo
Da casa mãe
Que acolheu e escondeu
Dos males do mundo
Difícil sair desse universo
Que abraça e conforta
Onde tudo se conhece
Quase uma caverna
O todo do mundo
Cabe ali dentro.
Aline Elias
Saindo do casulo
Da casa mãe
Que acolheu e escondeu
Dos males do mundo
Difícil sair desse universo
Que abraça e conforta
Onde tudo se conhece
Quase uma caverna
O todo do mundo
Cabe ali dentro.
Aline Elias
Quando perdemos
O que é eterno
Vem a tristeza e o medo
Essas eternidades
Serão sempre uma parte que falta.
Aline Elias
Diluído numa taça de oiro a arder
Toledo é um rubi. E hoje é nosso!
O sol a rir... Vivalma... Não esboço
Um gesto que me não sinta esvaecer...
As tuas mãos tacteiam-me a tremer...
Meu corpo de âmbar, harmonioso e moço,
É como um jasmineiro em alvoroço
Ébrio de sol, de aroma, de prazer!
Cerro um pouco o olhar, onde subsiste
Um romântico apelo vago e mudo
— Um grande amor é sempre grave e triste.
Flameja ao longe o esmalte azul do Tejo...
Uma torre ergue ao céu um grito agudo...
Tua boca desfolha-me num beijo...
Florbela Espanca
Atmosfera de tribo
Os homens dançando
Se mostrando para as meninas
E elas seguindo Dionísio
Se deixando levar pela bebida
E a alegria de estarmos vivos.
Aline Elias