Depois partíamos para Inhotim, a minha primeira experiência de arte integrada ao paisagismo e a arquitetura. Passamos dias especiais discutindo as instalações e enchendo os olhos de beleza. Em uma das instalações, deitados no chão, conseguimos ouvir os sons dos mantras da terra. Experiências de beleza onde hoje se vive a escuridão. O peso da terra usada sem critérios como bem empresarial não tinha limites nem contenção suficiente. O solo que pisamos, as pessoas , os objetos, tudo foi engolido pelo mar de lama. A lama do descuido da negligência e do desprezo pela vida. Gostaríamos de voltar para ver aquele pedaço de terra, agora solo sagrado, sendo transformado em memorial. Uma nação que apaga o passado será sempre medrosa e desesperançada com o futuro.
Acendemos hoje uma vela para iluminar os nossos mortos e a sociedade brasileira que por eles tem a responsabilidade de mudar o país.



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