Os vulcões vomitam fogo, transformam a matéria.
Homens de pedras e cinzas... e continuam eternos.
Esse pequeno poema nasceu de uma imagem que me atravessou: a força do fogo que destrói e cria ao mesmo tempo. Penso que somos um pouco assim — feitos de explosões, de quedas e de renascimentos.
Há momentos em que tudo parece ruir, mas é justamente aí que algo novo começa a se formar. A transformação é sempre dolorosa, mas também necessária. Das cinzas, brota uma nova forma, uma nova versão de nós mesmos — mais bruta, mais consciente, mais viva.
Escrevi esses versos como quem observa a própria erupção interior. Porque, no fim, é isso que a poesia faz: transborda o que estava preso e transforma em matéria eterna o que antes era só sentimento.
🔥 Matéria transformada. Poesia que resiste.
Aline Elias

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