A arte tem essa capacidade silenciosa — e ao mesmo tempo arrebatadora — de nos mover por dentro.
Ela nos coloca diante da beleza, mas não apenas daquilo que é agradável aos olhos. A beleza que a arte revela é a do desejo, da busca, da inquietação humana por algo maior. É a beleza daquilo que ainda estamos tentando compreender.
Quando nos permitimos sentir a arte, transcendemos a materialidade. Saímos do concreto, do imediato, e tocamos algo mais profundo — algo que não se explica completamente, mas que se sente.
A arte nos mobiliza porque nos lembra que somos mais do que rotina, mais do que matéria. Somos também sensibilidade, sonho e possibilidade.
Aline Elias

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