Hoje eu postei nas redes sociais uma poesia de Fernando Pessoa, "Eu Amo Tudo o que Foi", e acho que é uma boa oportunidade de falar um pouco sobre o quanto admiro esse escritor.
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| Eu e a estátua do poeta, em Lisboa |
Alberto Caieiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares são heterônimos de Fernando António Nogueira Pessoa, nascido em 13 de junho de 1888 e que se tornaria o mais ilimitado poeta português de todos os tempos.
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| Também em Lisboa, este é o bar que o autor frequentava. |
No momento estou lendo o "Livro do Desassossego", uma das maiores do autor, que nela assina como Bernardo Soares. É seu livro que mais se aproxima do gênero "romance". "Dono do mundo em mim, como de terras que não posso trazer comigo", escreve o narrador.
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| Introdução do "Livro do Desassossego" |
Para finalizar, compartilho com vocês a poesia que citei no início da postagem.
Eu amo tudo o que foi
EU AMO TUDO o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Fernando Pessoa
Tenham um ótimo e poético final de semana, com muitas leituras!
Aline Elias



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