A ROSA
Não estremeças a mão
desmancha ferozmente, igual ao vento,
estas pétalas de sangue, ainda vivas,
armadas na desordem de uma flor.
Quem fui? Que sou?
Agora, uma senhora antiga
que na tarde silenciosa de abril,
borda sonhos na forma
de perfeita e sangrenta rosa.
E tu quem és agora?
Deborah Brennand

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